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Futebol: Rio Ave é o segundo clube que mais faz sorrir o Benfica de Jesus

Depois da derrota na Pedreira bracarense, um dos 'terrenos malditos' para os encarnados desde que Jorge Jesus assumiu o comando técnico do clube, chega a vez de enfrentar um dos melhores 'clientes' da águia.

Tal como na procura dos terrenos onde Jorge Jesus mais tropeça de águia ao peito, o zerozero.pt investigou também quais os clubes que menos dificuldades costumam criar aos encarnados desde 2009, altura em que o técnico substituiu Quique Flores.

Tendo como ordem de partida contar apenas com emblemas que jogaram sempre no primeiro escalão desde esse ano (FC Porto, Sporting, SC Braga, Vitória SC, Vitória FC, Marítimo, Nacional, Académica, Paços de Ferreira e Rio Ave), a conclusão que os números apresentaram é que os vilacondenses são um dos adversários mais simpáticos.

Em 15 partidas em todas as competições, o Benfica ganhou 13 e só cedeu dois empates, se bem que um deles foi na Supertaça Cândido de Oliveira, em Aveiro, ganha depois nas grandes penalidades. Para o campeonato, só uma vez as águias cederam pontos aos de Vila do Conde, em 2011/2012, curiosamente num empate (2x2) que resultou na conquista matemática do título por parte do rival FC Porto.

Fora isso, só vitórias, num registo bastante positivo e com goleadas nas quatro últimas partidas no Estádio da Luz entre ambas para o campeonato.

Mais acessível só mesmo o Paços de Ferreira. A equipa dos castores é quem tem tido uma percentagem mais baixa de sucesso contra o Benfica de Jorge Jesus, a quem nunca ganhou e só por uma vez empatou, em 14 partidas.

Nesse caso, o empate também de muito pouco serviu, pois foi na segunda mão da Taça de Portugal em 2012/2013, depois de o Benfica ter ganho na Mata Real inicialmente, pelo que aquele 1x1 na Luz serviu para confirmar a ida das águias ao Jamor.

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Futebol: Class of 92 coloca Salford City no mapa do futebol inglês

Salford é uma cidade situada a pouco mais de 16 minutos de carro de Manchester e o seu clube local tem, de há uns meses a esta parte, um grupo de donos, no mínimo, especial. Cinco dos elementos da Class of 92, a famigerada geração de ouro do Manchester United, comprou o clube e está a desenvolver um ambicioso projeto desportivo. Scholes, Giggs, Nicky Butt e os irmãos Neville são os proprietários do Salford City.

Foi fundado em 1940 e milita, atualmente, na Northern Premier League Division One North, oitavo escalão do futebol inglês, um campeonato regional e semi-profissional. Até ao momento, esta temporada, o Salford City segue invicto no topo da tabela, com nove vitórias e dois empates. Danny Webber, avançado de 32 anos que jogou no United, é o mais conhecido elemento do plantel do clube inglês.

Paul Scholes, Ryan Giggs, Nicky Butt, Phill e Gary Neville são os fantastic five que compraram o Salford City com o objetivo de o levar, degrau após degrau, até ao Championship, o segundo escalão do futebol inglês. O prazo definido para a sua consecução é de 15 anos.

Raízes na cidade

Os cinco antigos jogadores têm enormes ligações afetivas a Salford. Todos se iniciaram no mundo futebolístico nesta cidade, com características pobres e ligações à indústria têxtil, uma vez que o centro de treinos do Manchester United, The Cliff, era lá localizado e foi onde os red devils treinaram até 2000, antes de se mudarem para Carrington.

No caso específico de Giggs e Scholes, aliás, ambos viveram mesmo nesta cidade com as suas famílias. «Todos sabem quão importante Salford é para mim por isso esta é uma aquisição excitante e que encaixa na perfeição naquilo em que acreditamos», afirmou Giggs, sobre este desafio, ao Daily Mirror.
 

Futuro risonho

Para já o objetivo dos cinco antigos jogadores do Manchester United é usar os seus conhecimentos e poder de influência no mundo do futebol e levar para o Salford City jogadores de qualidade de escalões superiores para que a ascensão que pretendem se concretize. Paul Scholes pode, dentro de alguns anos e caso a escalada de divisões se materialize, assumir o comando técnico da equipa que, para já, continua entregue a Phil Power.

Um aliado importante em todo este projeto é Peter Lim, que recentemente andou nas bocas do mundo devido à demorada aquisição do Valencia, treinado por Nuno Espírito Santo.

O magnata de Singapura comprou 50 por cento do clube, sendo assim co-proprietário do Salford City a par com os cinco magníficos, numa injeção de caital que pode alavancar o clube de acordo com os desejos de todos.

«Todos conhecemos o Peter [Lim] há mais de dez anos. O seu amor pelo desporto, acima de tudo pelo futebol, é bem conhecido. Tem resultados incríveis no mundo dos negócios bem como no envolvimento dos jovens e das comunidades, sobretudo na formação. Isto será fantástico para o Salford. A sua experiência e conhecimento são inestimáveis e podem ajudar a levar o clube para o patamar onde acreditamos que pode estar», congratularam-se os antigos jogadores.

Tem a palavra Stephen Gillett, inglês radicado em Portugal, ex-jornalista do Reading Evening Post e do portal Goal.com:

«A compra do Salford City por membros da lendária Class of 92 do Manchester United gerou enorme interesse, sobretudo por se tratar de um clube pouco familiar para a maioria. Até ao momento, o positivismo que cerca o clube tem-se refletido nos seus desempenhos e o Salford já é o favorito à subida de divisão. Alguns nomes grandes, como o ex-avançado do United Danny Webber foram atraídos para o clube e as assistências, bem como a atenção mediática, dispararam.A maioria acredita que este investimento nas raízes do futebol só pode ser uma coisa boa e o envolvimento destes grandes nomes do futebol aumentaram a importância da cidade. Alguns adeptos mais antigos, contudo, ficaram preocupados com a decisão de mudar o emblema e o equipamento do clube, e querem também garantias de que os lucros serão aplicados no futebol de formação. Até agora, porém, a história é muito baseada em alguns heróis do Manchester United a dar algo de volta a uma cidade próxima dos seus corações».

 
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Futebol: SC Braga é quem mais ganha em casa

Com Sérgio Conceição, a equipa minhota tem feito do Estádio Municipal de Braga uma verdadeira fortaleza e nem o líder do campeonato conseguiu inverter essa tendência.

As águias até estiveram a ganhar, só que os gverreiros fizeram jus ao nome, cerraram os dentes e partiram destemidos para uma reviravolta com êxito e que deu três pontos à formação do Minho, isto para além de uma enorme injeção de moral para o que aí vem.

O SC Braga conseguiu assim a quarta vitória em casa no campeonato, um registo que mais ninguém tem - apesar de haver o Marítimo igualmente 100% vitorioso nos Barreiros, embora só com três partidas até ao momento.

Boavista, Estoril, Rio Ave e Benfica foram as formações que 'esbarraram' na Pedreira, frente a um SC Braga que é uma das equipas que tem mais golos na condição de visitado (10, juntamente com Benfica e Rio Ave).

A este dado, há ainda a acrescentar o compromisso da Taça de Portugal, na receção ao Alcaíns, que resultou igualmente num triunfo.

O caso muda radicalmente de figura quando os bracarenses saem da Cidade dos Arcebispos. Ainda não ganharam fora de portas (dois empates e duas derrotas) e só isso impede que a equipa de Sérgio Conceição esteja mais acima na classificação, nos quatro primeiros lugares, como é desejo assumido do clube.

Ora, será num estádio bem conhecido do técnico que, na próxima jornada, o SC Braga terá oportunidade de inverter esse ciclo negativo como visitante. Em Coimbra, contra uma Académica que ainda não venceu em casa esta época, o jogo promete fim de ciclo para algum dos clubes, a menos que se verifique novo empate.

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Futebol: Mourinho chega aos 700 jogos na carreira

José Mourinho atingiu, esta terça-feira, ante o Shrewsbury Town, na Taça da Liga inglesa, o redondo número de 700 jogos completos na sua carreira. 91 derrotas encaixadas em sete centenas de partidas disputadas é mesmo de Special One.

Esta não é uma peça qualquer: são apenas e só os números do melhor treinador português de todos os tempos e que leva, em 14 anos, tudo à sua frente, que é o mesmo que dizer, recordes batidos, números atingidos, feitos conquistados.

 

Mourinho chegou aos 700 jogos na sua carreira ontem à noite, no terreno do Shrewsbury Town, festejando aquela que foi a sua vitória número 471, que equivale a 67,29 por cento das 700 partidas cumpridas.

A caminhada começou em 2000, quando começou por treinar o Benfica. A 23 de setembro desse ano Mourinho e as águias foram ao Bessa perder por 1x0 na jornada 5 da liga. Esse foi o primeiro jogo da sua carreira e que culminou com uma derrota, a primeira das 91 que soma atualmente, em 700 jogos. Voltando às percentagens, é apenas 13 por cento o peso das derrotas no seu trajeto.

Um marco acompanhado de outros tantos que vale a pena realçar: Mourinho esteve 33 partidas consecutivas sem perder, algo atingido no comando do FC Porto, entre 5 de outubro de 2003 (4x1 sobre a Académica) e 28 de março de 2004 (1x0 Moreirense), 15 jogos consecutivos a vencer, algo que alcançou no Real Madrid – entre 24 de setembro de 2011 e 7 de dezembro desse mesmo ano -.

Ao invés, a pior série sem vencer de Mourinho nestes 700 confrontos foi de apenas cinco jogos consecutivos, entre setembro de 2007, quando foi despedido do Chelsea, e agosto de 2008, quando assumiu o comando do Inter. Três é o máximo de jogos consecutivos a perder do treinador português, ocorrido em 2006, no Chelsea.

 

Totais por equipa:

Equipas N.º de jogos Vitórias Empates Derrotas
Chelsea 256 170 53 33
Real Madrid 178 128 27 22
Internazionale 108 67 26 15
FC Porto 127 91 21 15
União de Leiria 20 9 7 4
Benfica 11 6 3 2
TOTAIS 700 471 137 91

 


 

 

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Futebol: Grandison, o jogador que salvou Mourinho

Jermaine Grandison, jogador inglês de 23 anos, viu o seu nome eternizado na história da carreira de José Mourinho. Uma pesquisa pelo motor de busca Google faz notar que Grandison saltou para o corredor da fama, depois da infelicidade que teve na partida contra o Special One. O seu nome está em tudo que é lado do vasto mundo da Internet onde se fala do lance que deu o golo da vitória a Mourinho.

Nascido em Birmingham, este defesa marcou um golo na própria baliza, na última noite, golo esse que valeu ao Chelsea a qualificação para a próxima fase da Taça da Liga inglesa... isto depois dos blues tanto terem sofrido para não caírem já na prova.

Aconteceu aos 81 minutos, quando a partida estava empatada a uma bola e o Chelsea, desesperado em campo, procurava o tento que pudesse valer a passagem para a próxima fase. Grandison - preocupado em não permitir que a bola pudesse chegar ao temível Didier Drogba - desviou para o fundo das suas redes um cruzamento, vindo da esquerda, de Willian.

Grandison é um defesa que está no modesto Shrewsbury (clube fundado em 1886 e que alinha na Football League Two inglesa). Este emblema esteve perto de causar surpresa no futebol de terras de Sua Majestade, algo que já não seria a primeira vez; nos anos 80 já foi capaz de bater emblemas como Newcastle United, West Ham e Chelsea, por exemplo. Os blues já perderam frente ao Shrewsbury Town.

Na última noite, Grandison (que chegou a este emblema em 2010 por empréstimo do Coventry City) evitou uma espécie de escândalo para os rapazes de Stamford Bridge.

Conhecido entre os adeptos do Shrewsbury pelas suas fintas em stepovers (muito usadas, por exemplo, por Cristiano Ronaldo quando faz um drible sobre a bola sem a mover de direção), Grandison passou agora a ser conhecido pelos adeptos de todo mundo pela infelicidade que teve mas que evitou a saída prematura do Chelsea da Taça da Liga.

Por isso, nunca, como agora, o seu nome foi tão batido, uma vez que valeu a qualificação do Chelsea - líder da Premier League - para os quartos de final da Taça da Liga inglesa, depois de Mourinho ter rodado a equipa (colocou nomes como Cech, Zouma, Christensen, Ake, Mikel ou Salah) mas, ainda assim, nomes com muita rodagem de alta competição nas pernas, ao contrário dos rapazes de Shrewsbury, emblema do oeste inglês que já contou nas suas fileiras com um nome conhecido do público da bola: David Moyes.

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Futebol: Maxi Pereira em alta rotação para semana importante

Entre minutos oficiais no clube e na seleção, nenhum jogador do Benfica carrega tantos nas pernas como o defesa uruguaio, já com provas bastante explícitas de que resistência é uma das suas bandeiras desde que chegou a Portugal, em 2007.

Na altura, até começou por agarrar a titularidade a médio direito, intercalando com a zona central, mas, com Jorge Jesus, posicionou-se definitivamente na lateral direita, que tem sido totalmente sua desde que o treinador encarnado chegou de Braga, em 2009.
 

Maxi Pereira
Benfica
Total
303 Jogos   25012 Minutos
18    93    0    2 2x
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Com mais de 300 jogos pelo Benfica em sete temporadas, a que fez menos partidas foi a primeira (36), com quase todas a registarem mais de 40 jogos do uruguaio, o que exemplifica na perfeição o seu rótulo de imprescindível, isto num jogador que reúne também enorme carinho e apreço por parte do Terceiro Anel.

Recentemente, ao receber a Bota de Ouro referente a 2013/2014, Luis Suárez foi claro nos elogios, ao falar do empenho de Maxi Pereira, «dos melhores seres humanos» que o avançado conheceu, segundo palavras do próprio. Um dado esclarecedor da alma do 14 encarnado, inesgotável no empenho que vai demonstrando ano após ano.

Esta época, o Benfica tem 13 partidas oficiais realizadas e não há totalistas até ao momento, muito por causa da partida na Covilhã, para a Taça de Portugal, onde Jorge Jesus poupou a grande maioria dos habituais titulares - Maxi Pereira incluído, com André Almeida a jogar na sua posição.
 

Maxi Pereira
Uruguai
Total
95 Jogos   7802 Minutos
3    17    2    0 2x
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Exceptuando essa partida, é Luisão (1110 minutos) quem comanda nos números de utilização, estando na totalidade dos restantes jogos. Seguem-se Eduardo Salvio (1096), Eliseu (1085) e Maxi Pereira (1065), ele que foi relegado para o banco em Leverkusen - novamente André Almeida no lugar - mas que foi lançado logo no regresso dos balneários, perante o mau resultado e as várias falhas (Cristance cedeu o seu lugar e o português passou para o miolo).

Porém, há a somar a estes números os da seleção, onde Maxi Pereira, perto das 100 internacionalizações, esteve nos quatro jogos particulares esta época, sempre como titular, num total de 324 minutos em 360 possíveis, o que catapulta o uruguaio para o topo dos que mais minutos têm em 2014/2015 no plantel encarnado.

Ainda assim, não se vislumbram poupanças. A menos que haja algum imprevisto de ordem física, deverá ser titular contra o Rio Ave na próxima sexta-feira, mas também deve alinhar de início frente ao Monaco e, depois, na Choupana diante do Nacional, numa semana onde a pressão é acrescida, depois da derrota em Braga, com o primeiro lugar mais ameaçado, e sabendo também que a vitória na Liga dos Campeões é vital para a águia continuar a acalentar esperanças na prova.

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Futebol: Miguel Lopes, alternativa de luxo e ameaça a 'lugares cativos'

Aos 84 minutos, com o 4x2 no marcador, Marco Silva tirava Jonathan Silva, após exibição não muito feliz, e lançava em campo o internacional português Miguel Lopes, que voltava a vestir a camisola principal do Sporting 17 meses depois.

Pelo meio, um empréstimo ao Lyon, uma lesão grave e um 'braço-de-ferro' com a direção leonina que resultou na redução salarial, requisito exigido por Bruno de Carvalho para uma sequência da lógica de contenção financeira que tem pautado o clube desde que os novos corpos dirigentes assumiram posições.
 

Raio X [Jogador]
na/o
Miguel Lopes   Sporting
15 Jogos
0 Golos Marcados
8 Vitórias
2 Empates
5 Derrotas
 

Trataram-se apenas de 6 minutos, mas o significado da opção deu a entender muito mais do que isso. Primeiro que tudo, ficou claro de que não há qualquer assunto pendente e que seja entrave à utilização do atleta.

Depois, a certeza de que o seu estado físico é, como se previa, totalmente aceitável para competição de alto nível, o que poucas dúvidas oferecia.

Por fim, e a conclusão mais importante, é que Marco Silva conta com Miguel Lopes e o considera uma opção válida. Ora, com os pergaminhos de internacional que o acompanham no currículo, com a vasta experiência que reúne e também com a polivalência nas laterais que o caracteriza, o português está claramente inserido nas contas dos leões.

Ricardo Esgaio, que chegou a fazer alguns jogos como titular (nomeadamente na Luz frente ao Benfica), quando Cédric Soares esteve lesionado, foi o primeiro 'sacrificado' pela ascensão de Miguel Lopes, regressando à equipa B e passando a terceira opção para a direita.
 

Miguel Lopes
Portugal
Total
4 Jogos   292 Minutos
0    0    0    0 2x

 

Nesta partida frente ao Marítimo, para a qual Jefferson não contou por estar lesionado, Jonathan Silva deu sequência à titularidade dos últimos jogos, só que não teve a melhor das exibições (os dois golos de Maazou surgiram descaídos para o lado do argentino) e Marco Silva, por isso ou por algum problema físico não revelado, retirou-o de campo nos últimos minutos.

Miguel Lopes entrou, orientou e serenou nos poucos minutos em campo. Um reforço de luxo para as laterais de uma equipa onde Jefferson e Cédric Soares foram indiscutíveis na época passada, mas que, nesta, têm maiores exigências e mais carga de jogos, com a Liga dos Campeões a ser decisiva para esses dois factos. Portanto, o lateral português é claramente uma opção válida para os leões.

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Futebol: Nacional baila como nenhum outro no Dragão


O FC Porto tem sido rei e senhor nos jogos disputados em sua casa, seja qual for o adversário. Longas têm sido as sequências de invencibilidade colecionadas pelos portistas entre muros. Porém, quando o adversário é o Nacional, aí, a música é outra.

Sim, o FC Porto continua mandão mas... os registos não são tão poderosos contra o conjunto insular como são contra grande parte dos restantes adversários do campeonato.

A verdade é que o Nacional, próximo adversário dos dragões, é a equipa da Liga portuguesa que mais resultados positivos (vitória e empate) tem somado na Invicta.

Nacional em ação no Dragão ©Catarina Morais
 

Partindo de uma análise fixa aos últimos 10 duelos oficiais realizados pelo FC Porto contra todos os adversários que estão neste campeonato (é verdade que há emblemas que não disputaram tantos duelos frente aos portistas mas entram nesta análise), dá para notar que o Nacional tem melhores registos no Porto que, por exemplo, Benfica e Sporting.

De todas as equipas que alinham na Liga portuguesa 2014/2015, o Nacional é a que melhor rendimento tem na casa portista com 2 triunfos e 1 empate somados nos últimos 10 duelos.

De resto, destaque apenas para uma vitória do Estoril, outra do Belenenses e um empate do Rio Ave (olhando, lá está, apenas para os últimos 10 jogos oficiais de todas as provas contra todas as equipas em casa do FC Porto).

O Benfica tem 1 vitória e um triunfo conseguido nas grandes penalidades da Taça da Liga, na última época. Já o Sporting tem 2 vitórias nos últimos 10 jogos no anfiteatro azul.

De referir ainda que a maior derrota do FC Porto em casa (em jogos oficiais do campeonato) foi perante o Nacional da Madeira (0x4). A 11 de março de 2005, a equipa insular derrotou os dragões, em partida da 25.ª jornada do campeonato 2004/2005. José Couceiro treinava a equipa azul e branca. Apesar de já não ter sido num dos últimos 10 duelos do Nacional no reduto portista, é um dado que deve merecer destaque e atenção antes do duelo da próxima ronda.

 

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Futebol: Danilo e Alex Sandro «almas gémeas» no Santos, no FC Porto e na seleção

«Danilo devia receber dois Dragões de Ouro». Pinto da Costa teve, nesta declaração, uma das mais fortes da noite de gala portista, o que deixou Danilo «muito honrado». Com esse ponto de partida, o zerozero.pt procurou analisar o trajeto não apenas do lateral direito, como também do lateral esquerdo Alex Sandro, consultando alguém que conhece muito bem os dois atletas.

Danilo é um vencedor, tem esse perfil e dedica-se muito, o que ele já mostrava desde a altura no Santos

Kleiton Lima

«São jogadores semelhantes, que trilharam o mesmo caminho, quase como almas gémeas», disse-nos Kleiton Lima, atual treinador do Grêmio Barueri e que trabalhou com ambos no Santos. Têm 23 anos (Alex Sandro é meio ano mais velho) e são atualmente as asas do dragão.
 

Danilo tem 113 jogos pelos portistas ©Catarina Morais
 

Na gala dos Dragões de Ouro, Danilo, que foi eleito o Futebolista do Ano, respondeu a Pinto da Costa: «O presidente deve ter ideia da minha dedicação ao clube, o empenho que sempre tenho nos jogos e em cada lance».

Ora, será assim que Danilo se mostra desde sempre? A resposta de Kleiton Lima é afirmativa: «O Danilo é um jogador com muita intensidade, tem um repertório diferenciado porque se dedica muito naquilo que faz e tem argumentos físicos e técnicos. Com este período que teve de adaptação ao futebol europeu, creio que vá ter um destaque ainda maior. Saiu daqui muito jovem e essas temporadas aí deu para amadurecer mais».

Ainda assim, trata-se de um jogador que «tem ainda margem de crescimento e potencial para ser explorado», ele que foi o jogador mais caro da história do FC Porto, tendo chegado muito jovem, mas já com esse peso em cima dos ombros.

Talvez nem eles achassem que conseguiriam chegar tão rápido ao patamar onde estão.

«Vive um momento especial. Tem mais responsabilidades, quer no FC Porto, quer na seleção, colocam em cima dos ombros dele mais pressão, mas isso faz parte do amadurecimento. Tem condição mental e psicológica para conseguir esse amadurecimento, pois é muito dedicado no que faz» assegurou.
 

Alex Sandro tem 106 partidas nos azuis e brancos ©Carlos Alberto Costa
 

Alex Sandro tem faro de golo que ainda pouco se viu

Na análise feita ao nosso jornal sobre os dois laterais, Kleiton Lima revelou um dado pouco conhecido do adepto português, em relação ao esquerdino.

«Vejo o Alex Sandro com muito potencial, aqui fazia muitos golos em velocidade e drible, talvez ainda não tenha mostrado tanto isso aí, mas ele sempre mostrou muita confiança nessas ações quando aqui esteve. Acredito que ele se vá soltando com o tempo», adivinhou, de um jogador que apenas marcou dois golos em três anos pelos portistas.

«O Alex Sandro tem o diferencial do improviso. Além de ser muito rápido, é um jogador imprevisível nos dribles», analisou.

Dupla inserida «num grupo de jogadores jovens de quem se espera muito»

Com Scolari, eram várias as vozes que pediam atenção aos dois portistas, mas o ex-selecionador não os chamou, o que mudou com Dunga, atual timoneiro da canarinha, incumbido de fazer esquecer a deceção que foi o Mundial.



Dupla quer triunfar também na seleção ©Catarina Morais
 

«Depois daqueles resultados na Copa, o povo brasileiro espera uma renovação, quer de nomes, quer de postura. Portanto, há oportunidade para outros nomes», referiu, no global, antes de partir para o particular.

«O Danilo é alguém que teve uma ascensão muito rápido no Santos e saiu muito jovem. Os que conhecem muito de futebol, sabem bem quem ele é, mas quem só acompanha por televisão talvez até já se tivesse esquecido. Mas está a ser aprovado. Vejo-o com potencial para ser o titular da seleção brasileira e ter destaque na Europa com o FC Porto», garantiu, sobre um jogador que tem nove internacionalizações.

Com seis até ao momento, Alex Sandro teve o infortúnio de se lesionar quando Dunga o chamou para os primeiros compromissos, no início de setembro. Ainda assim, o selecionador reiterou a confiança e chamou-o novamente, agora também com Casemiro na lista.

Numa opção que revelou alguma surpresa, Dunga abdicou de Marcelo (Real Madrid) e escolheu Filipe Luis (Chelsea) e Alex Sandro, mas Kleiton Lima garante que esta deve ser a lógica do selecionador.

«Não acredito que o Dunga vá insistir muito com o Marcelo, pois ele fez parte de uma geração que já deu o seu contributo, que já cumpriu o seu ciclo. Talvez continue a ser chamado nesta fase de transição, mas, do que conheço do Dunga, acho que ele vai dar mais oportunidades ao Filipe Luís e ao Alex Sandro, a pensar no Mundal 2018», terminou.

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Futebol: Buffon, lenda viva chega aos 500 jogos pela Juventus

A igação entre Buffon e Juventus é uma história de amor que dura há 13 anos e chega à impressionante marca de 500 jogos esta quarta-feira. O guardião de 36 anos fi tit A Juventus visita o Genoa, esta quarta-feira, na jornada 9 da Serie A, um encontro que se reveste de uular nas 499 partidas disputadas até ao momento.

A Juventus visita o Genoa, esta quarta-feira, na jornada 9 da Serie A, um encontro que se reveste de uma enorme importância para Gianluigi Buffon, que cumprirá o seu jogo 500 com a camisola do emblema de Turim.

O mais incrível desta lenda viva que continua indiscutível na baliza da vecchia signora é o facto de ter sido titular nestes 499 jogos cumpridos pela equipa bianconera, que se dividem pela Serie A (361), pela Taça de Itália (12), pela Supertaça italiana (4), pela Serie B (37), pela Liga dos Campeões (72) e respetiva qualificação (4) e pela Liga Europa (9).
 

A estreia de Buffon pela Juventus ocorreu na temporada 2001/02, triunfo por 4x0 sobre o Venezia a 26 de agosto, em casa, na primeira jornada do campeonato. Daí para cá o capitão da Juventus agarrou o lugar de titularíssimo na baliza, que era pertença nas duas épocas anteriores de Edwin van der Sar.
 

Raio X [Jogador]
na/o
Gianluigi Buffon   Juventus
499 Jogos
296 Vitórias
129 Empates
74 Derrotas
+ ver detalhes

499 partidas das quais 296 são vitórias, 129 empates e 74 derrotas. Nesses 499 confrontos, o guardião encaixou golos em 266, o que significa que há 233 partidas em que Buffon conseguiu manter a sua baliza inviolada.
 

Com este número redondo que será atingido esta quarta-feira, Buffon aproxima-se de Giuseppe Furino, o terceiro atleta com mais jogos pela vecchia signora, com 528 partidas. Acima destes números só Gaetano Scirea, com 552, e Alessandro Del Piero, com 705.​

500 na Serie A em 2013
Antes de ingressar na Juve, Buffon representou o Parma, entre 1994 e 2001. O veterano guarda-redes, que chega agora ao jogo 500 pela vecchia signora, já havia celebrado no ano passado o jogo 500 na Serie A, em novembro, numa partida contra o Livorno



Os dez jogadores com mais partidas pela Juventus:

Jogador N.º de jogos N.º de épocas
Alessandro del Piero 705 19
Gaetano Scirea 552 14
Giuseppe Furino 528 15
Gianluigi Buffon 499 14
Roberto Bettega 482 13
Dino Zoff 476 11
Giampiero Boniperti 459 15
Sandro Salvadore 450 12
Franco Causio 447 12
Antonio Cabrini 440 13

 

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